EU NÃO SOU EXIGENTE,
EU ME CONTENTO COM O QUE HÁ DE MELHOR
(Winston Churchill)
-Kusudama Little Turtle-
Além do horizonte deve ter
Algum lugar bonito pra viver em paz
Onde eu possa encontrar a natureza
Alegria e felicidade com certeza
Lá nesse lugar o amanhecer é lindo
Com flores festejando mais um dia que vem vindo
Onde a gente pode se deitar no campo
Se amar na relva escutando o canto dos pássaros
Aproveitar a tarde sem pensar na vida
Andar despreocupado sem saber a hora de voltar
Bronzear o corpo todo sem censura
Gozar a liberdade de uma vida sem frescura
Porque você vem comigo é que isso existe lá
No horizonte esperando por nós dois
Porque você vem comigo é que isso tem valor
Pois só vale o paraíso com amor
Além do horizonte existe um lugar
Bonito e tranquilo
Pra gente se amar
(Roberto e Erasmo Carlos)
Ando devagar porque já tive pressa
Levo esse sorriso porque já chorei demais
Hoje me sinto mais forte, mais feliz quem sabe
Só levo a certeza de que muito pouco eu sei
Eu nada sei
Conhecer as manhas e as manhãs
O sabor das massas e das maçãs
É preciso amor pra poder pulsar
É preciso paz pra poder sorrir
É preciso a chuva para florir
Penso que cumprir a vida seja simplesmente
Compreender a marcha, ir tocando em frente
Como um velho boiadeiro levando a boiada
Eu vou tocando os dias pela longa estrada
Eu sou
Estrada eu vou
Conhecer as manhas e as manhãs
O sabor das massas e das maçãs
É preciso amor pra poder pulsar
É preciso paz pra poder sorrir
É preciso a chuva para florir
Todo mundo ama um dia
Todo mundo chora um dia
A gente chega
E o outro vai embora
Cada um de nós compõe a sua história
Cada ser em si carrega o dom de ser capaz
De ser feliz
Eu trago em mim recordações
Que não sei se são troféus ou fardos
Pois estão somente estampados na memória
Mas quem vai saber ?
São só velhas coisas ditas e sabidas
Por todos ou ninguém
Lembranças perdidas sem sentido
Mas juntas pra mim parecem música
Nessa estrada já fui pra todo lado
Tive quase tudo e, por ser quase, tive nada
Rodando na ciranda que separa o joio e o trigo
Eu vou dançando
Vou lembrando do primeiro prazer de se estar vivo
Inocências da primária vida
Na ciranda da primeira vida
Eu trago em mim momentos
Que não sei dizer se são fortes ou fracos
Dúvidas que dançam soltas na ciranda
Mesmo que eu insista em ir pra dança
No fim são só velhas coisas
Ditas e vividas
Por todos ou ninguém
Lembranças perdidas sem sentido
Mas juntas pra mim parecem música
Que a razão não diga nada
Os sonhos sempre foram minha fuga
Lembranças perdidas sem sentido
Mas juntas pra mim parecem música
Nessa estrada já fui pra todo lado
Tive quase tudo e ao longo da ciranda
Das inocências sou lembrança
Sou lembrança da primeira vida.
"Chorei